segunda-feira, dezembro 24, 2007



Apertar as mãos
Alisar os cabelos
Beijar na boca,
pés, seios, coxas,
nádegas
Passear por tua pele
Cheirar teu sexo

Sugar, penetrar
em teu corpo
Beber lágrimas
Inundar, delirar

Uivar
no meio da noite,
em nossa cama.


terça-feira, dezembro 18, 2007

Réquiem



se pudesse voltaria o tempo e evitaria a tragédia.
 Morreram 7 humanos e a magia da Fonte Nova,
patrimônio da Bahia.

sábado, dezembro 15, 2007

quinta-feira, dezembro 13, 2007

terça-feira, dezembro 11, 2007

segunda-feira, dezembro 10, 2007

sábado, dezembro 08, 2007

sábado

Namorada chegando...

sexta-feira, dezembro 07, 2007


"Eu acho que o extraordinário neste fim de século
é essa produção a partir de baixo, de
algo que é revolucionário no sentido que os
pobres acabam por ver mais o que o mundo
está sendo do que nós, porque estamos con-
tentes com o conforto do nosso bairro, do
consumo e das idéias estabelecidas. Tudo isso
é um entrave à produção do conhecimento. O
futuro está lá embaixo.”

Milton Santos

quinta-feira, dezembro 06, 2007

05 de Dezembro

23:13:08



23:14:50

segunda-feira, dezembro 03, 2007

segunda-feira, novembro 26, 2007

50 anos



Completei 50 anos em noite de lua cheia.

Foto Beatriz Abrantes

segunda-feira, novembro 19, 2007

Vinicius e a pescaria.













sexta-feira, novembro 16, 2007

Duas andorinhas sozinhas fazendo verão. (Martha)

quarta-feira, novembro 14, 2007

E a campanha continua...

Devolva Meu Baêa.

terça-feira, novembro 13, 2007

Barra de Siribinha

Lugar ¨tronqüilo,cabra¨.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Crise de identidade

Percebi que estava em crise de identidade quando tentei e não consegui escrever meu perfil para o blog. Minha terapeuta disse que tenho problema com a lei, mas depois do que me aconteceu hoje, quando mais uma vez tentei renovar a carteira de motorista, tenho dúvida se sou eu que tenho problema com a lei ou é ela, a lei, que tem problema comigo.
Já faz tempo que minha licença para dirigir venceu, inclusive já fui multado e tive a dita apreendida numa blitz na Linha Verde. Como estou de férias resolvi aproveitar o tempo livre para resolver essa pendenga. Há algum tempo atrás fui ao Detran munido de todos os documentos exigidos: carteira de identidade, xerox da identidade, foto 3x4, comprovante de residência atual e dinheiro para pagar as taxas devidas. Peguei fila, claro. Quando chegou finalmente minha vez, o funcionário que me atendeu informou de bate pronto que para renovar a habilitação eu teria que primeiro renovar também minha identidade porque aquela que apresentei não valia mais, o plástico da carteira estava descolado.
Hoje, mesmo de férias, acordei cedo e às sete horas da manhã me dirigi ao SAC da Boca do Rio, para resolver de uma vez por todos essa crise de identidade. Peguei duas senhas, uma para a carteira de identidade e outra para a habilitação. Pretendia matar dois coelhos no mesmo dia. Tudo estava indo rápido e eficiente demais, desconfiei e acertei, tinha coisa errada. “Meu senhor, o senhor vai ter que tirar a segunda via da certidão de casamento porque a original está rasurada.” Como assim minha única certidão de casamento que me acompanha há exatos 17 anos, está rasurada? Já usei essa mesma certidão tantas vezes; para registrar minha filha, comprar casa, abrir conta em banco, e até mesmo a carteira de identidade, com o plástico descolado que não vale mais, foi tirada com essa certidão que a senhora agora está dizendo estar rasurada. Desculpe moça sei que a senhora só está fazendo seu trabalho, mas alguém vai ter que escutar meu desabafo e vai ser a senhora que está me dizendo que não sou ninguém. Ela se sensibilizou. Disse que se eu conseguisse ainda hoje a segunda via da certidão me atenderia sem que precisasse pegar fila novamente. Parecia fácil, só que casei com uma mulher de Brotas, o cartório fica em Brotas, do outro lado da cidade e fiquei com medo de descobrir que tinha de casar de novo. Só caso se for com a mesma mulher, isto se ela ainda quiser. Liguei pra ela e ela quis.
Atravessei meia cidade para chegar ao imponente cartório de registro civil de Brotas. Engarrafamento infernal na Avenida Bonocô, muito calor, tudo poderia ter dado certo se não fosse pelo cartaz colado na frente do portão trancado do cartório dizendo que os funcionários estavam em greve por tempo indeterminado. Diante da dura constatação voltei para casa. Peguei mais engarrafamento, com os guardas da SET tumultuando ainda mais a vida do cidadão. Parece mentira, mas não é. Voltei pra casa sem certidão, sem habilitação, sem identidade.
O fim da minha crise de identidade dependendo da greve dos serventuários da justiça. Tentarei de novo, assim que a greve acabar. Não há nada de pessoal nisso. São coisas da vida. O Estado burocrático não ama ninguém. Você é apenas mais um, igual a todos ou quase todos, perante o funcionário da repartição que cumpre ordens superiores.

terça-feira, novembro 06, 2007

Preto Velho e São Jorge no canteiro central da Av. Paralela.
É só o que sei e nem sei como eu vi do carro em movimento.

domingo, novembro 04, 2007

Sempre que te olho mais demoradamente
acho que gosto de partes do teu corpo mais do que outras.
Às segundas, por exemplo, admiro tua coragem,
terça, a persistência.
Quarta, teu carinho.
Quinta, tua essência.
Sexta, gosto do teu hálito noturno.
Sábado, teus versos
e domingo, tua preguiça.

Todos os dias admiro tuas histórias, teu pensamento,


H.

Dara e Filmore


Guardiões do castelo a postos para o que der e vier. Dara, fêmea dalmáta e Filmore, pertubado, neurótico, ciumento, mestiço de pinscher e paulistinha.

sábado, novembro 03, 2007

Guardei o palito.

Picolé da Capelinha, sabor Pitanga.
Prá não morrer de sede em frente ao mar.

Coisa da Bahia.

Perto da lua

quinta-feira, novembro 01, 2007

Frente e Verso

O homem velho

O homem velho deixa a vida e morte para trás
Cabeça a prumo segue rumo e nunca, nunca mais
O grande espelho que é o mundo ousaria refletir os seus sinais
O homem velho é o rei dos animais
A solidão agora é sólida, uma pedra ao sol
As linhas do destino nas mãos a mão apagou
Ele já tem a alma saturada de poesia, soul e rock'n'roll
As coisas migram e ele serve de farol
A carne, a arte arde, a tarde cai
No abismo das esquinas
A brisa leve trás o olor fulgaz
Do sexo das meninas
Luz fria, seus cabelos têm tristeza de neon
Belezas, dores e alegrias passam sem um som
Eu vejo o homem velho rindo numa curva do caminho de Hebron
E ao seu olhar tudo que é cor muda de tom
Os filhos, filmes, livros, ditos como um vendaval
Espalham-no além da ilusão do seu ser pessoal
Mas ele dói e brilha único, indivíduo, maravilha sem igual
Já tem coragem de saber que é imortal

Caetano Veloso

Postagem dedicada ao guardador de carros do Tororó , a Martha que me enviou essa poesia e a Vagner companheiro de jornada.


quarta-feira, outubro 31, 2007

Prima Vera

Calor e suor sobressaltam a nave cotidiana,
em mais um dia quente de primavera.

Sem ar condicionado, janelas abertas,não tenho trocados para doar ao lavador de parábrisas.

Minhas narinas reclamam
da poluição carbonífera.
Uma fuga pela direita
encontra obstáculos.
Nenhuma esquerda
nos dá mais esperanças.

Versos radiofônicos,
saídos da boca do poeta
tentam animar a persistente depressiva torrente de veículos.

Engarrafamentos são mundos
em rota de colisão,
absurdamente abandonados,
na insólita percepção do caos migratório,
para além do infinito céu, pintado de anilina, sem nuvens ou ventos a refrescar a sorte de uma rápida chegada ao destino almejado.

Paciência e calma,
precisa-se, nesses minutos horas.

Pulsação, revolta e conformismo.
Ansiedade e engarrafamento a me enjaular.
Alívio só para os motoboys
que singram em espaços apertados,
apressados, porém arriscados.

Para onde caminha essa humanidade,
desumana?
Puta que pariu.

Por sorte amanhã começam minhas férias.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Minha sala de jantar
tem um espelho
que evito olhar.
Guardo ilusões
para os dias difíceis.

Falam que zeros à esquerda
são sem valor.
Sinta-se um zero e
verás
que todos zeros
são iguais,
sem amor.

Corra da solidão.
Encontre alguém,
depois de encontrar
você.
Abra portas e janelas e
conecte-se com o irreal.
Suba, pule, sonhe,
embarque na imensidão.
Carregue nos ombros
a leveza e a dureza do ser.
Assim estarás,
algum dia,
repleto de paz.

Quando submergir
desse calabouço de fantasmas,
montarei a motocicleta e
sobre duas rodas, voarei como um
albatroz,
que plaina na brisa matutina
e à noite dorme tranqüilo.

Atenderei teu chamado, Maria.
Amarei contigo na areia da praia.
Serei teu Ilê,
o mais belo entre belos.
Sou quem sou mesmo sem saber
quem sou e assim será.

Enxugarei tuas lágrimas,
Maria.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Matizes em preto e branco

Duas vezes me falaste do azul
entre as frestas da janela
da tua prisão matinal

Matizes do mar
Lampejo de vida livre,
refrescante

Em minhas andanças
fotografei, pra você,
um mar calmo, amplo
me convidando sem amarras
sem vendavais,
a sentir a brisa do teu hálito
cor-de-rosa.

Embriagar-me na maciez
dos teus cabelos negros.
Na alvura da tua pele,
escorregadia, excitante.
Mulher multicolorida,
escrevi teu nome
em preto e branco.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Vida Animal

Bichinhos de estimação do Zôo Rolf, Pojuca -Ba.

quinta-feira, outubro 18, 2007

Projeto Poesia na Boca da Noite

Martha e Wesley, poetas da noite.














Daqui de casa
seguro a noite em meu peito.
Agarro a noite à unha
como um grande e velho touro negro.
Com um fio de voz
mantenho a lua suspensa (imensa).

Se eu dormir
a noite desmorona.

Martha Galrão
http://www.mariamuadie.blogspot.com/










Martha

Queria apenas dizer umas coisas sobre ontem. Revelar alguns fragmentos do que vi e ouvi ontem no Poesia na Boca da Noite.

Quando teu silêncio finalmente rompeu-se, passava das oito, e a platéia privilegiada emudeceu espantada pela fluida correnteza das palavras.
A voz incerta encontrou substância na própria parole, e encheu a sala e corações com sonoras “marteladas”, chamando nossas consciências para introspectar num abismo de pensamentos sinceros, femininos, questionadores e filosóficos.
A alma, da ex-muda, desnudou-se para os ouvintes. Ao final de cada poema lido, admirável, sempre, aplausos. Quanta beleza guardada em lirismo.
Monografia concluída, versificadamente, polissilábica, posgraduou-se a poeta na boca da noite.
Para os mais próximos foi momento de, marulhosamente, admirar o ritmo que a inspirada poeta dava aos versos já conhecidos. Ouvimos e sentimos, todos, o peso das ditas, benditas, mas nunca malditas, palavras.
Sentado na primeira fila, saboreie tudo que tinha direito, as palavras, os sorrisos, o perfil adorável, a sensualidade, a inquietação, as dúvidas, o prazer, o ego merecidamente inflando e o olhar procurando, reconhecendo queridos amigos.
Alegre noite de versos, estavam presentes os que podiam e queriam. Perderam os que não chegaram. Serão avisados da próxima vez.
Homenageados fomos eu, namorado enamorado, e Beatriz, a menina adolescente. Fui aquele que vestiu a poeta. Aquele que a levou para casa nessa noite de sorte, noite de elogios e descobertas. Felizardo ganhei beijos e mais e mais palavras, confidências, promessas, amor.
Que o curso de nossas vidas rumo ao norte, sul, leste, oeste, noroeste, sudoeste, continue a encharcar nossos lençóis. A casa de paredes brancas na vila do Imbuí servindo de refúgio inspiração para versos consentidos, espirralados, adocicados, na medida exata do café das seis. Palavras magnificadas pela deusa mulher.

sábado, outubro 13, 2007

Cinco momentos na Fazenda Roda D'Água








1. Silêncio. 2. Bichário. 3. Flor silvestre. 4. Catraca e família.
5. Beatriz.

quarta-feira, outubro 10, 2007

Queria te contar meu silêncio
mas silêncio é pedra e não fala.
É tarde.
Coloquei silêncio nos bolsos
caminhei para o mar.
Longe e fundo me situo
Ninguém poderá me encontrar.

Martha Galrão
http://www.mariamuadie.blogspot.com/


Amostra grátis do Poesia na Boca da Noite, próxima terça.
Dia 16/10, Restaurante Grande Sertão, às 20 horas.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Totemismo

Torcer e sofrer na Fonte Nova.

sábado, outubro 06, 2007

Noite com amigos



Abraços, sorrisos, presentes, surpresas.
Ausências, lembranças, informes.
Vinhos, cerveja, aperitivos.
Tomate seco, camarão proibido.
Jantar, histórias antigas, novas risadas.
Novas histórias, velha cumplicidade.
Cupuaçu, chocolate, torta, café e o sofá outra vez.

Uma hora no relógio quebrado.
Tempo parado.
Licença para viver sem pressa.
Ouvir a mulher de fala sensual.
Palavras fortes, inteligentes, claras, importantes e
bobagens divertidas.

Sob o olhar do amante vouyer,
O vestido novo ficando curto
No vai e vem das pernas roliças.
Direita pra esquerda, esquerda pra direita.
Conserta, puxa pra baixo,
volta a subir, noite adentro,
na sala do relógio do tempo parado.

Em casa, sono embalado pelos assobios dos
pássaros da madrugada fazendo serenata, enfim sós,
enfim nós, eu, você e os fantasmas, na rua das gaivotas.

Haroldo Abrantes

quinta-feira, outubro 04, 2007

Devolvam meu Bahia

Democracia tricolor, ampla geral e irrestrita.



Somos da turma tricolor,
Somos a voz do campeão,
Somos do povo o clamor,
Ninguém nos vence em vibração!


Vamos, avante, esquadrão!
Vamos, serás o vencedor!
Vamos, conquistar mais um tento!
Bahia, Bahia, Bahia!
Ouve esta voz que é teu alento!
Bahia, Bahia, Bahia!

Mais um! Mais um, Bahia!
Mais um, mais um título de glória!
Mais um! Mais um, Bahia!
É assim que se resume a tua história!


Adroaldo Ribeiro Costa E Agenor Gomes

sábado, setembro 29, 2007

Mercado de São Miguel - Baixa dos Sapateiros


Recanto soteropolitano onde o tempo moderno fica na tela da TV.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Gente no buzu








Tudo na vida é passageiro,
menos o motorista e o cobrador.