sexta-feira, maio 30, 2008

Ê volta do mundo, camará


Ê, ê mundo dá volta, camará

domingo, maio 25, 2008

O que eu quero lhe dar

São lavores,
meu amor,
são bordados
de muita delicadeza.

O tempo
será meu buril.
No dia incerto,
quando eu abrir
as mãos,
terei parido pérolas

pelas palmas
e pelo ventre.
Eu, irmã das nuvens,
das conchas, dos peixes
e serpentes,
depositarei pérolas
em sua boca.

Pelo seu peito,
meu bem,
carinho e pérolas
que lhe comovam.

Martha

quarta-feira, maio 14, 2008


Sou um quero-quero
e muito quero ...
você

Outras tantas
infinitas vezes
quero comer-te 


respingar vermelho
na camisola azul.

Bora Bahêea

quinta-feira, maio 01, 2008

O trabalhador é tanto mais pobre quanto mais riqueza produz, quanto mais cresce sua produção em potência e em volume. O trabalhador converte-se numa mercadoria tanto mais barata quanto mais mercadorias produz. A desvalorização do mundo humano cresce na razão direta da valorização do mundo das coisas. O trabalho não apenas produz mercadorias, produz também a si mesmo e ao operário como mercadoria, e justamente na proporção em que produz mercadorias em geral.

Karl Marx