quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Cordeiros da Bahia

Cordeiros da Bahia, festa e trabalho nas cordas do carnaval

sexta-feira, setembro 19, 2014

TV

sexta-feira, agosto 16, 2013

Efetivamente, a imagem fotográfica não é um espelho do real, ela é o resultado das escolhas subjetivas da pessoa que fotografa e das escolhas de mise en scène das pessoas fotografadas. 

Sylvaine Conord.

terça-feira, abril 16, 2013

Construindo ninho


Iguana



Rio Vermelho

                   Depois da pauta, um clique na paisagem da orla no Rio Vermelho à noite.

domingo, abril 14, 2013

5 a 5

 
     Jumara Novaes,

sábado, abril 13, 2013

L'amour


Todo mundo quer amor de verdade...  (Titãs) foto by Bia

sexta-feira, abril 20, 2012

quarta-feira, setembro 21, 2011

sexta-feira, setembro 09, 2011

Bazinga

domingo, setembro 04, 2011

Bia



quinta-feira, agosto 25, 2011

.... Cigarras









































Cigarras são palavras femininas
mas é no abdome do macho
que os timbais implodem.

O canto estridente masculino
convida as fêmeas para a morte.
A lamúria das cigarras
é só dos machos.
Será remorso?

O grito cortante
lamenta as ninfas que descem
e se enfiam, e se escondem e se enterram
para em silêncio sugar
a seiva das raízes.

As cigarras ignoram suas asas
grandes, transparentes e bordadas,
agarram-se aos troncos e galhos
para espalhar em uníssono
seu canto doloroso e amargo.

Ao entardecer,
hora mais triste do dia,
os machos choram
até rebentar minhas costas.

Sob o canto lancinante
das cigarras
eu e as lobas uivamos
dolorosas.
                                                                      
Martha Galrão

terça-feira, agosto 23, 2011

domingo, agosto 21, 2011

quarta-feira, agosto 17, 2011

Hatsuharu

Hatsuharu, o gato de nossa casa, iniciando seu passeio noturno.

quinta-feira, setembro 24, 2009

terça-feira, agosto 18, 2009

domingo, maio 31, 2009

sexta-feira, maio 29, 2009

Em Arembepe


terça-feira, janeiro 13, 2009

To friends that I not see for a long time


Olá, como vai ?
Eu vou indo e você, tudo bem ?
Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você ?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranquilo, quem sabe ...
Quanto tempo... pois é...
Quanto tempo...
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios
Oh! Não tem de quê
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona ?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo talvez nos vejamos
Quem sabe ?
Quanto tempo... pois é... (pois é... quanto tempo...)
Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa, rapidamente
Pra semana
O sinal ...
Eu espero você
Vai abrir...
Por favor, não esqueça,
Adeus...
Adeus...


composição Paulinho da Viola

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Dino Camaelão


Dino morou alguns dias no quintal de casa.
Depois sumiu.
Tomara que volte.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

...


quarta-feira, outubro 01, 2008

Dona Canô




Achei essa foto em meus arquivos e...

sábado, setembro 27, 2008

As patas mágicas com o
grande prêmio de ouro,
um ovo de chocolate
que nunca comeria.



texto e fotos
Beatriz Abrantes

quarta-feira, setembro 17, 2008

ESPERA

Horas, horas sem fim,
pesadas, fundas,
esperarei por ti
até que todas as coisas sejam mudas.

Até que uma pedra irrompa
e floresça.
Até que um pássaro me saia da garganta
e no silêncio desapareça.

Eugénio de Andrade

quinta-feira, agosto 28, 2008

Aquém da profundidade





































Conheço uma mulher estranha
que nunca precisou correr atrás
de nenhuma palavra.

Elas sempre vieram até mim.

Essa mulher não tem
palavras guardadas,
vai encontrando palavras
independentes de mim.

Vejo estrelinhas pelo canto do olho.
Vejo monstrinhos de mercúrio
e espermatozóides em superfície branca.
Vejo vazios
e os pedaços que faltam.

Me falto. Me ausento.
Me mato.

Ela observa as palavras
que atravessam a sua carne.
Eu, essa mulher permeável.

Permeável: que permite passagem.

Permite passar outros corpos
por seus poros,
por sua pele,
por sua alma.

Martha

segunda-feira, junho 23, 2008

A lenda do primeiro gaúcho

Século XVIII.

Uma partida de brasileiros atravessa as verdejantes campinas do Rio Grande do Sul. Impulsionados pela necessidade de braços para as lavouras, buscam o índio.
Hão de avassalar as tribos ocupantes daquela região. Com esta disposição, viajam bem municiados e armados.
Os índios minuanos, avisados pelas sentinelas da aproximação dos brancos, montam em seus fogosos cavalos e, armados de flecha e boleadeiras e lanças, deixam seu acampamento e rumam para as coxilhas.
Ao avistar os brasileiros se aproximando, os índios usam de sua tática de ocultar-se ao longo do dorso dos cavalos. Destarte, dificilmente seriam descobertos pelos inimigos.Imóveis, esperam eles o momento azado para atirar-se sobre os viajantes.
Os brasileiros não são conhecedores dos hábitos e da tática empregada pelos índios habitantes das campinas do Sul. E avistando à distância o bando de cavalos pastando, tomam essa direção, muito senhores de si.
Assim, ao se aproximarem os brasileiros, os índios despencam-se nos seus animais do cimo das coxilhas, em galopada, investindo contra os brancos com furiosa saraivadas de flechas. Respondem estes com tiros de armas de fogo. Nova investida dos índios, agora se servindo-se das lanças, obriga os invasores a fugir em desordem.
Caído por terra acha-se um moço ferido. Ao seu lado uma jovem índia minuano. Fascinara-a a coragem do estrangeiro.O brasileiro sabe da sorte que o espera. E, interrogando a moça quando será sacrificado, responde-lhe esta que nada tema, pois estará a seu lado. Anima-o com palavras confortadoras, cheia de simpatia e compaixão pela sorte do estrangeiro. O prisioneiro é levado para o acampamento dos minuano.
Enquanto esperam que se cure da ferida para sacrificá-lo, dão-lhe toda liberdade sob vigilância das sentinelas.
O jovem branco resolve fazer uma viola. Uma tarde, à sombra de uma árvore, com a pouca ferramenta de que dispõe, a muito custo vai improvisando um rústico instrumento. Inicialmente aparelha, em forma de espessa tábua, uma pau de corticeira. Cava-a dando-lhe a forma de viola. Coloca uma tampa com abertura circular para dar vibração ao som das cordas. Para colar a tampa emprega o grude de parasita sombaré, das árvores da serra. E da própria fibra da parasita ele prepara as cordas para o instrumento.A índia já lhe tem muita amizade e está sempre ao seu lado nas horas de folga. Enquanto o vê trabalhar, canta-lhe suavemente um canto doce e pitoresco da gente minuana.

Ainda não passara um lua, e já, na grande ocara do acampamento, celebra-se o ritual do sacrifício.Amarrado a um tronco está o prisioneiro.
Todos os índios da nação, reunidos em volta dele, dançam e cantam a sua morte. De quando em vez, passam, de mão em mão, cuias contendo delicioso vinho fabricado com o mel eiratim.Há um silêncio de morte em todo o acampamento.
O chefe minuano ordena que soltem o prisioneiro e tragam-no à sua presença.
Fitando o moço bem nos olhos, assim fala o cacique:-Que aos teus irmãos sirva de lição esta última derrota. Que não nos tornem a vir incomodar. Os que vierem nestes campos buscar escravos, hão de ser esmagados pelas patas de nossos cavalos. E tu, pagarás com a morte a tua audácia e a dos teus!Contudo, o chefe minuano diz ao condenado que faça o seu último pedido.Surpreende-se o branco com tal gesto. E, dotado de uma inteligência não vulgar, num relance percebe como poderá livrar-se da morte. Sabendo da emotividade e a influência que exerce a música sobre aquelas criaturas, pede que lhe tragam o seu instrumento de cordas. Quer tocar pela última vez. Cantar uma balada de sua terra.
É a jovem índia quem lhe traz a sua viola, debaixo dos olhares curiosos dos índios.Cheio de fé, o moço pega da viola. Depois de alguns sonoros acordes, entoa uma canção. E o ricto bárbaro daquelas fisionomias rudes transforma-se como por encanto.Ouve-no com enlevo, exclamando a todo instante: - Gaú-che! Gaú-che!... o que significa: gente que canta triste.Sensibilizados pela doce cantiga do condenado à morte, os índios intercedem para que o sacrifício seja revogado.E, assim, o brasileiro fica morando com os minuanos.

Enamorado da jovem índia, casa-se com ela. E dessa bela união, do elemento branco com a indígena, resultou o tipo desse homem extraordinário que se chama gaúcho.
(Extraído de LESSA, Barbosa. Antologia Ilustrada do Folclore Brasileiro)

sábado, junho 14, 2008

"Tudo quanto penso,
Tudo quanto sou
É um deserto imenso
Onde nem eu estou."

Fernando Pessoa